terça-feira, 27 de maio de 2008
5- PRODUTOS SUBSTITUTOS - BETERRABA
Açúcar de Beterraba
O açúcar é proveniente só de cana-de-açúcar?
Não. O açúcar que conhecemos também pode ser produzido a partir de outras plantas. A produção que se destaca (após o açúcar proveniente da cana) em escala industrial é do açúcar da beterraba. Planta da família Chenopodiaceae, a beterraba tem como espécie utilizada na produção de açúcar a Beta vulgaris L. (veja Figura 8). Existem, no entanto, diferenças entre uma extração e outra. Para começar, o percentual de açúcar (sacarose) na cana é de 60%. Já na beterraba, este percentual cai para 15% a 20%. Logo, é mais vantajoso economicamente produzir açúcar de cana. Porém, países que não possuem um clima tão tropical como o Brasil não conseguem que a cana se adapte e cresça de forma natural, tendo em vista as condições desfavoráveis que a planta encontra. Temos como exemplo de alguns países do continente europeu, que se obrigam a produzir açúcar de beterraba e importar o que não conseguem produzir de países predominantemente tropicais.
Outro exemplo é o EUA, que produz metade do seu açúcar através da beterraba, a qual não é aquela que colocamos na salada, mas outra, de cor branca, bem maior que a espécie que roxa conhecemos. Não há diferença, sob o ponto de vista químico, entre o açúcar proveniente de cana e de beterraba, pois em ambos há praticamente 100% sacarose. Isso faz com que as empresas não sejam obrigadas a informar nos rótulos de seus produtos a procedência do açúcar.
Imagem de uma beterraba da espécie Beta vulgaris L.
O açúcar de beterraba foi extraído pela primeira vez em 1747, embora já tenha sido descoberto como componente da beterraba em 1575. Em 1786 houve uma tentativa de passar a solidificação do açúcar para o plano industrial, mas os altos custos e a baixa produção não trouxeram os resultados esperados. Só mais tarde foi concretizada a extração industrial do açúcar de beterraba na França.
Enfim, a beterraba é uma grande fonte de sacarose, que é o açúcar propriamente dito e cuja diferença está apenas no processo de extração, purificação e clarificação. O produto final é idêntico.
O açúcar de beterraba foi extraído pela primeira vez em 1747, embora já tenha sido descoberto como integrante da beterraba em 1575. Em 1786 houve uma tentativa de passar a solidificação do açúcar para o plano industrial, mas os altos custos e a baixa produção não trouxeram os resultados esperados. Só mais tarde foi concretizada a extração industrial do açúcar de beterraba na França.
Atualmente, o maior produtor mundial de açúcar de beterraba é a Rússia e seu consumo é amplamente utilizado em regiões de clima mais frio como Estados Unidos, Canadá e Europa. Já o açúcar de cana se adapta melhor em climas quentes como o Brasil.
4- ALCOOL
4- ALCOOL
Álcool Anidro
Produto obtido através da destilação do caldo da cana, ou do mel, onde toda sua água é retirada através de um processo de desidratação. É o único combustível renovável utilizado em escala mundial. Geralmente é misturado à gasolina. A porcentagem da mistura vária de país para país. Com as freqüentes altas do petróleo e a conscientização ecológica estar cada vez mais sendo procurado a nível mundial.
Álcool Hidratado
É obtido através do mesmo processo do anidro, porém não passa pelo processo de desidratação e mantém um pouco de água. Também é utilizado como combustível, no entanto, é usado puro e não misturado à gasolina. Com o advento do carro bi-combustível ele vem sendo muito procurado. Também é utilizado na indústria petroquímica, química e farmacêutica.
3. ACUCAR CRU-VHP E REFINADO
Açúcar VHP
VHP significa Very High Polarizated, Quanto maior a polarizacao, maior a pureza do produto, quanto maior a pureza, maior a capacidade de adoçar.
O açucar VHP tem entre 99,1-99.69% de polarização, e até 150 ICUMSA
O termo ICUMSA é a sigla da International Commission for Uniform Methods of Sugar Analysis (Comissão Internacional para Métodos Uniformes de Análise de Açúcar).
Quanto mais baixo esse índice, mais claro ou mais branco, é o açúcar. À medida que esse índice aumenta, o açúcar vai adquirindo uma coloração mais escura. A coloração do açúcar está diretamente relacionada:
ao número de partículas carbonizadas presentes, o que representa falha na higienização do equipamento que entra em contato com o produto, uma vez que tais partículas são arrastadas durante o processo de fabricação;ao tamanho dessas partículas, ou seja, quanto menores as partículas, mais branco é o açúcar e vice-versa.
Resumo do método: Uma amostra de açúcar é dissolvida em igual quantidade de solução TEA (trietanolamina), com ajuste de pH em 7,00 ± 0,02. Filtra-se em membrana, e no filtrado são feitas medidas de °Brix e Transmitância/Absorbância (em 420nm) para o cálculo de cor.Cálculo:
Onde:Abs = Leitura de absorbância da solução (pode-se usar também –log T)b= Comprimento interno da cubeta (cm)c= Concentração de sacarose açucarada (g/L) em função do °Brix a 20°C (dependendo do tipo de açúcar o valor do °Brix dever ser corrigido por um fator)Para esta determinação alguns equipamentos de laboratório são necessários, tais como espectrofotometro, pHmetro, refratômetro e balança analítica.
Por ser menos úmido, é ideal para exportação, pois facilita o transporte. Toda sua produção é enviada ao exterior.
Açúcar Refinado
É um açúcar mais elaborado. Seu aspecto branco o torna mais sofisticado. É mais vendido no mercado interno.
Tem mais do que 99,9 de Polarização e no máximo 45ICUMSA.
Açúcar Demerara
Não passa pelos processos de clarificação, conservando assim intacta a película de mel que envolve os seus cristais. É pouco vendido no mercado interno, a maioria da produção é para exportação.
Açúcar Triturado
É o mesmo açúcar Cristal só que moído. Seu maior uso é na produção de doces refinados. Baixa produção, vendido apenas no mercado interno.
Mel Rico
Mel com grande concentração de açúcar, geralmente utilizado para extração do açúcar ou destilação de álcool.
Melaço
Mel com baixa concentração de açúcar, geralmente utilizado para destilação do álcool ou para alimentação animal.
Energia Elétrica
Produto originado a partir da queima do bagaço da cana (biomassa), utilizada na própria unidade industrial, sendo seu excedente vendido para concessionárias de energias.
Óleo fúsel
Subproduto da destilação do álcool, é utilizado para fins farmacêuticos e indústrias químicas.
Levedura
Serve como complemento de ração animal.
Bagaço de cana hidrolisado
Subproduto da cana cuja utilização é exclusiva para ração animal.
Vinhaça
Subproduto da fabricação do álcool é utilizado como fertilizante no canavial da própria unidade industrial.
Torta
Subproduto da fabricação do açúcar e do álcool é utilizada como fertilizante.
QUADRO RESUMO DOS TIPOS DE ACUCAR:
Tipos
Açúcar refinado granulado - Puro, sem corantes, sem umidade ou empedramento e com cristais bem definidos e granulometria homogênea. Seu uso maior é na indústria farmacêutica, em confeitos, xaropes de transparência excepcional e mistura seca.
Açúcar branco (tipo exportação) - Há dois tipos para exportação: o branco para consumo direto (humano), com baixa cor (100), produzido diretamente em usina, sem refino; e o branco para reprocessamento no destino, também produzido diretamente em usina, sem refino, cor 400.
Açúcar cristal - Açúcar em forma cristalina produzido diretamente em usina, sem refino. Muito utilizado na indústria alimentícia na confecção de bebidas, massas, biscoitos e confeitos.
Açúcar demerara ou bruto - Produto de cor escura, que não passou pelo refino.
Açúcar mascavo - Úmido e de cor castanha, não passa por processo de cristalização ou refino. Usado na confecção de doces que não requeiram transparência.
Açúcar orgânico - Açúcar de granulação uniforme, produzido sem qualquer aditivo químico tanto na fase agrícola como na industrial, disponível nas versões clara e dourada. Segue padrões internacionais e certificação por órgãos competentes.
Açúcar refinado amorfo - É o mais utilizado no consumo doméstico, por sua brancura excelente, granulometria fina e dissolução rápida, sendo usado ainda em bolos e confeitos, caldas transparentes e incolores e misturas sólidas de dissolução instantânea.
Açúcar VHP - O açúcar VHP - Very High Polarization é o tipo mais exportado pelo Brasil. Mais claro que o demerara, apresenta cristais amarelados.
Açúcar de confeiteiro - Tem grânulos bem finos, cristalinos, é produzido na refinaria e destinado à indústria alimentícia, sendo muito utilizado no preparo de bolos, glacês, suspiros etc.
Xarope de açúcar invertido - Solução aquosa com 1/3 de glicose, 1/3 de sacarose e 1/3 de frutose, tem alto grau de resistência à contaminação microbiológica. De poder umectante e anticristalizante, é utilizado em produtos aditivados, com microbiologia e temperatura controladas, além de frutas em calda, sorvetes, balas, bebidas, massa, geléias, biscoitos, licores e bebidas carbonatadas.Xarope simples ou açúcar líquido - Transparente e límpido, é uma solução aquosa usada pela indústria farmacêutica e aplicado onde a ausência de cor é essencial, como bebidas claras, balas e outros confeitos.
2. A Cana de Açúcar

A cana-de-açúcar é uma planta que pertence ao gênero Saccharum. Há pelo menos seis espécies do gênero, sendo a cana-de-açúcar cultivada um híbrido multiespecifico, recebendo a designação "Saccharum spp.". As espécies de cana-de-açúcar são provenientes do Sudeste Asiático. A planta é a principal matéria-prima para a fabricação do açúcar e álcool (etanol).
É uma planta da família Poaceae, representada pelo milho, sorgo, arroz e muitas outras gramas. As principais características dessa família são a forma da inflorescência (espiga), o crescimento do caule em colmos, e as folhas com lâminas de sílica em suas bordas e bainha aberta.
É uma das culturas agrícolas mais importantes do mundo tropical, gerando centenas de milhares de empregos diretos. É uma importante fonte de renda e desenvolvimento. O interior paulista, principal produtor mundial de cana-de-açúcar, é uma das regiões mais desenvolvidas do Brasil, com elevados índices de desenvolvimento urbano e renda per capita muito acima da média nacional. Embora o sobredito desenvolvimento não se deva exclusivamente ao cultivo dessa gramínea, sendo resultado de uma conjunção histórica de interesses de capitais privados. Por outro lado, o estabelecimento dessa monocultura em regiões do litoral nordestino brasileiro, desde o século XVI, não garantiu o mesmo desenvolvimento observado para algumas regiões do estado de São Paulo.
A principal característica da indústria canavieira é a expansão através do latifúndio, resultado da alta concentração de terras nas mãos de poucos proprietários, mormente conseguida através da incorporação de pequenas propriedades, gerando por sua vez êxodo rural. Geralmente, as plantações ocupam vastas áreas contíguas, isolando e/ou suprimindo as poucas reservas de matas restantes, estando muitas vezes ligadas ao desmatamento de nascentes ou sobre áreas de mananciais. Os problemas com as queimadas, praticadas anteriormente ao corte para a retirada das folhas secas, são uma constante nas reclamações de problemas respiratórios nas cidades circundadas por essa monocultura. Ademais, o retorno social da agroindústria como um todo, é mais pernicioso que benéfico para a maioria da população.
O setor sucroalcooleiro brasileiro despertou o interesse de diversos países, principalmente pelo baixo custo de produção de açúcar e álcool. Este último tem sido cada vez mais importado por nações de primeiro mundo, que visam reduzir a emissão de poluentes na atmosfera e a dependência de combustíveis fósseis. Todavia, o baixo custo é conseguido, por vezes, pelo emprego de mão-de-obra assalariada de baixíssima remuneração e em alguns casos há até seu uso com características de escravidão por dívida.
No Brasil, a agroindústria da cana-de-açúcar tem adotado políticas de preservação ambiental que são exemplos mundiais na agricultura, embora nessas políticas não estejam contemplados os problemas decorrentes da expansão acelerada sobre vastas regiões e o prejuízo decorrente da substituição da agricultura variada de pequenas propriedades pela monocultura. Já existem diversas usinas brasileiras que comercializam crédito de carbono, dada a eficiência ambiental.
1. INTRO - Acucar e Alcool
Historicamente o Brasil foi e ainda é um país predominantemente produtor de bens primários para exportação. O açúcar é um dos principais destes produtos que produzimos aqui.
Temos assistido uma ascensão da demanda mundial por bio-combustíveis, e o alcool – etanol como já se sabe deriva do mesmo pé de cana que o açúcar. Com o foco mundial no etanol, acredito que uma análise do mercado deste produto deve ser de grande valia no futuro, se esperamos um aumento da produção mundial de álcool.
O Objetivo deste estudo é portanto entender como o mercado de açúcar funciona hoje e projetar cenários para o futuro, e começar a projetar o futuro do alcool.
Descreverei o produto em si, o modo de produção, de distribuição, de consumo, de precificação e quais as expectativas de preço desta commoditie tão importante para o país.
Estudos de caso, e do mercado in loco adicionado a alguns cálculos de econometria serão descritos para tentar tornar mais próximo e com menor erro as perspectivas e projeções para o futuro.